quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Homens*, pfffff

Agora a sério, há lá coisa mais chata e inconveniente e, para não ser mais directa, de uma enorme falta de chá, do que um homem se "meter à besta" com uma mulher, quando a mesma está acompanhada do namorado/marido? Mas qual é a ideia? Levar um camassal de porrada? Provar a sua virilidade? Ver até que ponto está perante alguma cabra que lhe dá conversa? Provocar uma cena de ciúmes (e discussão) entre o casal? Qual é?
Pior do que um homem que fala alto, de um homem que nos sufoca com mensagens, telefonemas e afins (cola, mesmo), de um homem que se olha mais vezes ao espelho do que nós, é um homem que não respeita e não se dá ao respeito. Não há pachorra.
* - E mulheres. Porque também as há assim. Há.

terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Há mulheres fantásticas, com blogues fantásticos (#2)

"Não sei se é muito bom, tendo em conta que nem sequer o conheço grandemente e há sérias hipóteses de ser gay, bi, amante, namorado, celibatário ou qualquer outro complemento de sujeito que não me dê a mim muito jeito mas a ele até assente bem. Pior ainda foi dar-se o caso de cair no erro inconsequente de há poucos dias me ter aconselhado um livro que já comecei a ler e, tendo-lhe tomado o gosto sem mais nem menos, me obrigar a calcular a hipótese de a bibliografia a sugerir se poder vir a alongar numa lista extensa, inconfundível e deveras interessante, que a menina gosta de letras e o menino tem ar de quem sabe o que diz.
Ou então não, nada mais havendo a tratar dá-se por encerrada a sessão, que é mais do que senso comum que um homem de camisa branca, pescoço perfumado e selo de qualidade na testa não está, com toda a certeza, assim à mão de semear. *


Houston, we may have a problem, I dare say".
______
Não sei há quanto tempo leio a Buttafly. Mas é há muito. Desde aquele tempo em que eu ainda anotava todos os meus textos, amores e desamores, naquele caderninho preto da moda e não tinha um blogue. Sei que adoro. O blogue e a pessoa que o escreve. E sei que concordam, quem já conhece este espaço, que é tão fácil adorar esta munina. É simples, despretensiosa, escreve maravilhosamente bem, tem um talento nato para fotografar e os textos são sempre bem dispostos, divertidos, cheios de um mundo cor-de-rosa, com pinceladas de cinzento, azul e branco. Como a vida, a real.
Tenho a certeza que este é mais um daqueles casos, raros, de uma pessoa genuína, que valoriza o ser preterindo o parecer. Comme il faut.

Porque é que eu não estou surpreendida?

Com a falta de coerência de algumas pessoas desta imensa (pffff) blogosfera? Porque é que eu não estou surpreendida com a contradição do "eu? nunca! jamais! prezo muito a minha isto e a minha aquilo"? Porque é que eu não estou surpreendida com a desfaçatez que as pessoas mostram quando estão obstinadas em ser as substitutas de um outro alguém?
Porquê? Porque há coisas nesta blogosfera demasiado evidentes e pessoas demasiado previsíveis. Ainda que procurem, em cada dia, disfarçar, camuflar e até usar de mortais empranchados, aquilo que realmente querem deste pequenino quintal e, no fundo, da vida.
Que pena. Ou não.
Adenda: mas o que é que a minha felicidade tem que ver com a idiotice que se passa na blogosfera? Querem lá ver que quando uma pessoa anda apaixonada e feliz deixa de ter bom senso e noção do rídiculo? Ploamordedeus!

One musica a day, keep's sadness away (#7)



Ela já é uma das cantoras mais famosas na Europa e o seu nome, Ayo, significa “prazer”, em Yorubá. Nasceu na Alemanha, fruto da união de pai nigeriano e mãe romena, Ayo foi ainda pequena para a Nigéria e de lá mudou-se para Londres, depois Paris e New York.
A voz de Ayo é apaixonante. É uma das bandas sonoras da minha vida, dos últimos fins de semana.
Adoro-a. E "Only you" (que toca aqui ao lado) faz jus a todo o amor que esta menina tem pela música. O meu também.

E foi assim o meu dia dos namorados



A Comporta será sempre um lugar ao sol. Tróia está mais bonita que nunca. Porto Covo é um mar de saudades. Nasci para usar franja. Os pequenos almoços que ele me prepara são os melhores do mundo. O cheiro do mar, peixe, feira, romãs, barco, ler, ouvir, música, casa, casa comigo, branco, riso, silêncio, corpo, banheira de espuma, flores, flores, flores, ir, querer ficar, volto já.
Os dias são todos felizes, e a vida ganha mais cor, quando o nosso amor aumenta em cada dia que passa. Sou feliz.

As minhas reflexões (#6) - Mudar? Para quê?

Há pessoas que olham para o Amor de uma forma comodista. Para estas pessoas não é importante o amor que se tem ao outro, mas o que o amor do outro lhes pode trazer de bom. Mantém-se nas relações por questões práticas e utilitárias, e pouco lhes importa se o outro é feliz ou não. Fingem-se de mortas quando a conversa sobre os pontos nos i's não lhes interessa, e desde que dê para ir mantendo as aparências e as conveniências (delas mesmas) está mais que bom. Mudar para quê? Falar o quê? Tentar o quê? O bom é que tudo encaixe, que esteja tudo à mão, certinho e direitinho, que niguém chateie com novos planos ou novos sonhos. Não. Mudar dá trabalho, inovar numa relação é coisa de gente maluca.

Depois, um dia, quando acordam e olham para o lado, percebem que tudo o que deram como garantido já era. Por uma razão muito simples: porque falamos de Pessoas e não de animais de estimação, que com mais ou menos festas no pêlo, mais ou menos idas à rua para passear e apanhar ar, mais ou menos ração por dia, mais ou menos idas ao veterinário, se mantêm sempre fiéis. Afinal, para estes últimos, não existe outra alternativa, mesmo que quisessem, mesmo que não se sentissem amados e desejados. Permancem porque tem de ser.
Tem de ser? Viver assim é ter a vida controlada e a vida é demasiado valiosa para ser manipulada como se de um qualquer jogo de PSP se tratasse.

E quem é que nos dias que correm dá alguma coisa como garantida? E se estivermos a falar de Pessoas? Desde quando é que alguém, emocionalmente inteligente, dá como garantida uma pessoa na sua vida? O tempo (de idade, de relação, de experiência, de competências maritais e, até, parentais) não é sinónimo de maturidade. Nunca foi e nunca será.

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

É que já não nos bastava a Mango, a Zara, a H&M e mais umas quantas





A Massimo Dutti também apresenta uma das colecções mais bonitas de todos os tempos. Eu nem quero pensar como vai ser...

One music a day, keep's sadness away (#5)



Adele é uma voz apaixonante. Faz as minhas delícias em dias de muito sol ou de muita chuva. As músicas encaixam em qualquer estado de espírito e a companhia desta menina, de enormes olhos azuis, é tão tranquilizante que vicia.
Sou apaixonada por todas as músicas. Mas hoje, porque é um dia especial, (não têm sido todos?), esta é a que toca aqui. Fala sobre o Amor. Fala do meu Amor. Aquela pessoa que me apaixona todos os dias.
"Daydreamer", porque todas sonhamos com alguém assim.

Hoje estamos assim*

«Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma.
No brilho redondo e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.»

Eugénio de Andrade
* - E estamos tão bem. Que amanhã não chegue, nunca.

Sim.

Um pedido de casamento inesperado, tradicional e do mais romântico que se possa imaginar, faz qualquer mulher sentir-se a mais amada do universo.

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Etxart & Panno - falta poco para el verano!







A colecção de Primavera-Verão da Etxart & Panno está linda! Vestidos e mais vestidos, curtos e longos, de inspiração asiática e uns vestígios do look dos anos 70.
Vale a pena espreitar tudo, aqui.

Os grandes amores

São sempre maiores que a vida!
"Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz lá dentro,
apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso."
Eugénio de Andrade
Sim, foi o sorriso. E foi também o riso.

sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Quem

Quem é que, nos dias que correm, é capaz de largar tudo o que tem como certo, para ir atrás de um grande amor? Quem deixa toda uma vida organizada, um emprego estável, uma progressão de carreria auspiciosa, família e amigos, para ir viver um grande amor?
Só quem sente um grande Amor. E não tem medo de arriscar.

Cegueira

Ensaio sobre a cegueira. Gostei mais do filme do que do livro. Com reservas, em ambos.
"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."

O que é que é preciso para ser feliz?

Preciso de pouco para ser feliz. Preciso de um Amor, que seja um farol. De praia que me aqueça os sentidos ou me tranquilize o espírito inquieto. Dos pequenos prazeres que me fazem sorrir. Da liberdade de estar onde quero, com quem quero e quando quero. De flores, que me lembram como é bom ser Mulher. De fotografias que trazem à memória momentos tão felizes. De música, que pinta os meus dias de amarelo, azul e branco. De dançar, porque liberta o peso do mundo. De amar perdidamente e de estar apaixonada, porque só assim faz sentido. De não ter medo de arriscar, porque no Amor corre-se o risco de tudo se perder. Mas também se corre o risco de tudo se ganhar (MEC). Preciso de sonhar e de ter sempre novos sonhos. Pois lá dizia o poeta que os sonhos comandam a vida. E é tão verdade.

Tenho tudo isto. E mais está para vir. Poucas são as pessoas que enchem o peito para dizer que são felizes, que estão felizes, que sorriem todos os dias e que a vida é fantástica. Há pessoas que têm medo de assumir a sua felicidade, medo de ferir os demais, medo de ter medo. Eu não sei viver assim. Sei que a vida é feita de muitos momentos de felicidade e que os devemos viver intensamente, aproveitá-los, sem perder tempo a perguntar porquê. O tempo não perde tempo a explicar coisa nenhuma. Nós também não devemos perder. Esta passagem é a mais rápida de todas. Mas também a melhor.

Era capaz de viver aqui (#4) - Comporta, onde céu é mais azul...

Numa casa como esta, com varanda para o mar, para os golfinhos alheios a tudo, para os ninhos que anunciam a Primavera, para o azul a perder de vista, a cor que nos ilumina os sentidos, um Café que é único e um Museu que não é só feito de arroz.

Este sítio é especial. A mim encanta-me, desde o primeiro dia.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Lisa Ekdhal e tu

Only you /Can make me feel /The world can disappear
Only you /Make my heart heal/And make it oh so clear
We can talk in circles /Going round in a million ways /And never understand
'Cause our words are whispers /Hidden up in a distant haze /Like diamonds next to sand
I don't even know /What it's all about /But i get all blissed out /And then i knowIt's only you


Lisa Ekdhal, toca aqui ao lado, lânguida, doce e sem pressa. A fazer jus ao fim de semana de Sol que vai chegar.

Mas quem é que gosta de Calimeros?

"If life hands you lemons, make lemonade".
Dale Carnegie
Porque eu acredito que mais vale encarar o que nos acontece de frente, do que passar a vida a lamentar a própria vida. Não gosto de pessoas que sofrem do síndrome diário de Calimero. Longe, bem longe de gente assim.

Há mulheres fantásticas, com blogues fantásticos! #1

Adoro a forma como encaram a vida. São sensíveis, divertidas, acutilantes, frontais, inteligentes e de bem com a vida. São Mulheres.
Admiro-as pelo que escrevem, pelo que são, pelo muito que põem de si em todas as palavras.
Deliciem-se em três fontes diferentes de bem escrever no feminino.

Deixa Entrar o Sol.

"Do lado de fora, o dia cheira a pequenos almoços vagarosos, quentes. As torradas e o café com leite misturam-se com os sussurros das primeiras palavras que se trocam e escapam, abafadas, pelas frestas das portas. Escuto o tilintar dos talheres na loiça enquanto o elevador desliza ao meu encontro.
Do lado de dentro ficou o rasto macio do banho, o aroma do creme, do perfume, o sol entrando pela cortina que se deixa entreaberta, a cama em desalinho, os recantos da casa, a temperatura de uma noite bem dormida.
Do lado de fora está o frio que a lã protege. Do lado de dentro ficou tranquilo, aguardando, um bocadinho de mim."

Beatrice Von Bismark.

"A minha vida teve um AT [Antes de Ti] e um DT [Depois de Ti]. Foram dez anos, com um intervalo de dois, seguidos de mais uns meses [um take dois de um filme já visto e que insistimos em retomar]. É indiscutível que parte, grande parte, da mulher que hoje sou foi moldada no aconchego dos teus braços, da tua pele e do teu cheiro. Afinal eu era uma menina com vinte e um anos e tu assumiste na plenitude o papel que Nabokov criou, em tempos, para Humbert. Nesse tempo, descobri que o amor pode vir em espasmos ou em sussurros, que há sentidos que vão mais além do que o toque, que o prazer acossa-nos ao ponto de um murmurado “fode-me” soar a súplica, que um simples olhar é suficiente para nos cortar a respiração, que numa relação a dois o único limite é o da aceitação das partes e que é possível o controle do ritmo ébrio a que os corpos se movimentam….
Percebi que há um tempo para fazer amor e um tempo de libertação do que de mais primário há em nós, que há um tempo para conversar e um tempo de silêncios, que há um tempo para insistir e um tempo para esperar, que há um tempo de confiança e um tempo de mágoas, que há um tempo para chegar e um tempo para partir..."


A vida em azul cueca.

"Este ano o dia de S. Valentim, vulgo, Dia dos Namorados, andará a par com o Carnaval (oh que pena). Bom, se é para comemorar foleiradas, ao menos que seja o tudo em um. Se já não olho para o Carnaval com bons olhos, por ter demasiadas importações pouco dignas do nosso clima e é ver as nossas Escolas de Samba (?!?!) cheias de tradições nacionais dignas da mais velha nação do mundo, a resistirem peladas ao frio que cá se faz sentir, para o Dia dos Namorados, olho com ternurinha. Acho muito bem que quem o quiser comemorar que o faça, pois então, mas como ainda estou convencida que o amor se comemora todos os dias, pronto, acho-o piroso nas montras e no forçar de manifestações.

É que o amor não se quer com datas marcadas, nas prendas previstas e de nada vale se não nos oferecerem nas horas imprevistas, em dias de coisa alguma, o nosso perfume favorito, uma peça de lingerie, um livro, ou uma inutilidade. O que gostamos mesmo, é de saber que ele pensa em nós, a propósito de nada ou de qualquer coisa, um monte de vezes ao dia, todos os dias. Digo eu na minha, que não preciso de datas para nada."

Quais Cristianos Ronaldos, quais quê!

Fernando Verdasco
Kellan Lutz
Meahcad Brooks e Hidetoshi Nakata
Vamos a saber: esta colecção da Calvin Klein está ou não escândalosa? Voto em Espanha (Olé!), e no guapíssimo Fernando Verdasco que é um rapaz de bom gosto e usa uma barba de três dias. Colírios para uma sexta feira...