Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Currently loving

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E hoje esta senhora inspirou-me


E como! Depois de ter dormido o sono dos justos, apetecia-me alguma coisa leve. Fiz um almoço delicioso com esta sugestão e recomendo vivamente, a receita e o blog da Sanda - Little upside-down cake. Perfeitos.
{Um beijinho, Sanda.}

Que bom


Dormi o sono dos justos. Não mais do que sete horas, mas acordei nova. Ainda consegui aproveitar um pouco da manhã, tomar o pequeno-almoço com os meus meninos todos e dar um pulo ao mercado.
Voltei a tempo de um almoço leve [mais em modo brunch], e que mais tarde partilho convosco, de uma tarde de livros e um bocadinho do meu novo hobbie: knitting.
E o frio não está assim tão siberiano e os flocos de neve são mínimos, comparando com outros dias. Dizem que à noite é que vão ser elas. Pois estarei na toca, na companhia de um bom chá, um bom filme e este delicioso pecado do fantástico The Fauxmartha.  

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

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Sim, sim, pode vir sim senhora




Pode vir a neve toda e mais alguma, podem vir as temperaturas ainda mais gélidas, pode vir o frio siberiano e o clima ártico, pode vir tudo e mais alguma coisa que eu não tenho [e não posso ter] a mínima intenção de pôr um pé fora de casa.
Além do descanso imposto, tenho um livro inteirinho de francês para ler e marrar, esta nova série para ver, que o meu pai me "vendeu" como espectacular, e um novo hobbie que mete lãs e agulhas e que queria começar há muito.
So, let it snow, let it snow, let it snow.

E hoje, quando sair, ainda vou



Dar um saltinho aos saldos helvéticos, mais propriamente à Promod helvética. É a loja que tem sempre os melhores saldos e as roupas mais giras. Apesar de ter chegado aos meus ouvidos que fomos brindados recentemente com a abertura de uma gigante H&M e uma New Yorker que incluí também na minha rota saldistica (esta New Yorker não conheço de lado nenhum, mas oiço maravilhas - das quais desconfio muito, dado os figurinos com que se apresentam por aqui, mas vá) .
Preciso de arejar e comprar um mimo para moi même, que deve passar por uma malisca e/ou um cachecol mega quentinho. Tudo a 70% é de aproveitar.

Publicidade enganosa

Estava toda contentinha com esta notícia, prontinha para tratar de uma ou duas idas a casa a preços maravilha. Mas hoje, quando fui tentar reservar constatei que mais uma vez somos enganados com este tipo de publicidade enganosa. Oh. :( Que palhaçada.

Do verbo começar


Sabe-me pela vida começar os dias assim: devagar. Implica acordar um pouco mais cedo, ou, no meu caso recente, dormir menos do que o normal e estar pronta para mais um dia de labuta antes do galo cantar.
Gosto de tomar o meu duche enquanto oiço as primeiras músicas do dia, que chegam pela rádio e levam-me sempre de volta a casa.
Gosto de preparar o meu pequeno-almoço favorito, de poder barrar as minhas torradas com manteiga e compota feitas por mim, de saborear um café trazido do meu saudoso país, de olhar pela janela e ver o dia começar, as pessoas a sairem para os seus trabalhos, os miúdos para as escolas,  a vida a continuar, indiferente à neve que cai, às saudades de quem as sente, à nostalgia de quem a vive, ao amor de quem está longe.
E ainda assim eu sou tão grata a esta vida que me deram. Em grande parte por acreditar que na vida tudo volta ao seu devido lugar. A seu tempo. Tudo a seu tempo.

E finalmente, graças a todos os santinhos, é sexta-feira

Tenho para mim que nunca ansiei tanto por uma sexta-feira como por esta, nem por um fim-de-semana como por este. Preciso destes dois dias de descanso quase em modo desespero. Dormir é palavra de ordem, assim o Martim me deixe. Mas mesmo que ele madrugue, comme d'habitude, já tenho duas substitutas prontas para um fim-de-semana de babysitting em part-time, a minha sister e a minha sobrinha mais velha. Preciso mesmo mesmo de dormir, descansar, desligar. [Adeus planos de ski, até outro dia.]
A verdade é que não tive propriamente um final de semana maravilhoso. Ontem a tarde e a noite foram para esquecer, hoje estamos assim-assim e só espero que nos próximos dois dias não tenha de voltar às urgências do hospital.
Hope for the best! {always}

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

Do sentido das coisas



Gosto das pessoas que não perdem a capacidade de se reinventarem. Das que fazem coisas, que outros diriam impossíveis, para superarem obstáculos e alcançarem objectivos. Gosto de pessoas positivas, não gosto de gente negativa.
E eu acredito que 2012 só será o tão vaticinado ano horribilis se perdermos o entusiasmo, a vontade, a força, a garra e a determinação que dão o impulso para continuar a ir à luta, para aceitar a humildade como uma das qualidades mais diferenciadoras do ser humano e para olharmos para dentro de nós e darmos início à grande escalada que este ano nos exige.
Olhar de lado para um ano tão exigente é a pior forma de o viver.

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Deve ser da hora, deve

São estas as coisas que me apetecia esfregar na cara de certos e determinados todos que passam a vida a desdenhar do optimismo e fé dos outros.
Que sejam e queiram continuar a ser pessimistas, sejam. Que vos apeteça encapotar a vossa permanente energia negativa sob a peneira do realismo (e a sombra da crise), façam. Mas deixem que vos diga só uma coisinha, a vida torna-se muito mais simples, e melhor, quando conseguimos aproveitar as pequenas coisas que nos dá. E quando não temos medo de dar uns passos atrás, de ir atrás de um sonho e de experimentar alguma tempestade com o horizonte na bonança.
Mas se continuarem sentados, de braços cruzados, colados ao vosso muro das lamentações com o dedo apontado aos outros e a contribuir para a cova funda do vosso sofá, pois é claro que só continuarão a ver problemas onde até existem muitas e boas soluções.

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Futilidades

Os nérvus, senhores, os nérvus que se apoderam de uma pessoa todas as noites quando chega a hora de preparar o figurino para o dia seguinte. É que, parecendo que não, uma pessoa tem de se preparar para enfrentar um inverno ártico e ao mesmo tempo um verão quase brasileiro. Na rua o pólo norte, dentro dos edifícios o clima tropical. Fico maluca.
Há dias que vou tão enchouriçada e abafada entre camisas, camisolas e cachecóis que me sinto mal com tanto calor, ao fim de dez minutos tenho umas rosetas como se tivesse bebido um garrafão de vinho. Há outros que pareço ter o termómetro avariado e apareço de túnica, ou manga curta, fresca que nem uma alface e ponho toda a gente a olhar para mim com cara de "tens noção que estamos no inverno, certo?". Basicamente nunca sei o que vestir. Só me dou bem com as botas. São a primeira coisa que escolho e nisso nunca tenho dúvidas.

As minhas receitas


 A famosa sopa que fez fãs cá por casa. Simples e deliciosa, como tudo o que esta senhora prepara.
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1 kg de tomate maduro
milho fresco (1 maçaroca)
2 cebolas grandes
4 dentes de alho
1/2 molho de coentros frescos
4 colheres de sopa de azeite
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Partir o tomate aos cubos,  misturar com o milho, colocar tudo num tabuleiro e acrescentar todos os temperos: sal, pimenta, os coentros, alhos picados e 2 colheres de azeite. Levar ao forno para tostar por 20 minutos. À parte pica-se muito bem a cebola para um tachinho e leva-se ao lume a alourar no restante azeite. Junta-se à cebola já refogada o tomate que entretanto ficou assado. Cobre-se de água (para estas quantidades usei 1 litro). Quando levantar fervura está pronta a ser triturada.
No fim serve-se com algumas folhas frescas de coentros e acompanha-se com uma fatia de pão torrado.

Resumé

Este curso é mesmo engraçado (então não é). Funciona mais ou menos assim: para cada quatro dias de aulas teóricas e dez páginas de trabalhos de casa, aparece um teste surpresa. Que já não é assim tãoooo "buh, surpresaaaa!", porque já percebemos como é que funciona la tête da madame professora. E já sabemos quando é que ela vem com a história de ah e tal, agora é que vão ser elas. E nós cheios de medo, pois sim.
Maneiras que lá tivemos mais uma pequena évaluation dos nossos conhecimentos. Confesso que não me senti lá muito preparada para a matéria, aquelas famosas dores de cabeça decidiram fazer marcação cerrada nos últimos dias e eu não tive grande disposição para estudar mais. Depois dos verbos, que estão praticamente sabidos, tivemos uns lindos diálogos sobre as capitais de cada país e as profissões. E dizemos (eu e os meus colegas) cada frase mailinda e fazemos cada diálogo mais trapalhão, que só estando lá para ver. E rir.

Uma daquelas vozes

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Perfeita. A acompanhar mais um dia imperfeito.
No mês mais longo de todos, ou o que parece demorar mais a passar, procuro descobrir coisas novas, vozes novas, pessoas que acrescentem mundo aos meus dias.
Como este senhor, Alex Clare.

Bom dia, disse a neve


E aqui está ela outra vez em força. Só de pensar que amanhã pela aurora tenho de pegar no carro para ir levar os miúdos à escola, tremo. Detesto conduzir com neve, ter de entrar por caminhos que não estão na rota dos senhores que limpam as estradas e andar a 10 à hora porque morro de medo de deslizar no gelo. Além de que não posso largar as únicas botas que não me fazem escorregar e dar grandes malhos. Já conto uns quantos este inverno.
Mas o melhor disto tudo, sim, porque existe a parte boa desta imensidão de neve, é poder estar já a combinar dois dias de ski, no ponto mais alto das redondezas e aproveitar uma das melhores combinações que este país tem para oferecer: chocolate quente com sol, a 2330 metros de altitude.

Quanto a mim


Nada que um bom chá de tangerina, a ferver, uma mistura de mel com sumo de limão e uns quantos Pretuval-C não resolvam. Nem sombras de ter estado com febre, nariz entupido e dor de garganta. Já não posso dizer o mesmo do meu pequenote, que ainda está muito constipado mas, thank God, já não tem febre.
E lá ficou outra vez com o seu Avô cantigas, mas hoje também tem a companhia dos primos, para grande dor de cabeça do meu bom e velho pai que se vê e deseja com quatro miúdos em algazarra sintonizada. É dose.

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Entretanto

Vinha tão geladinha, mas tão geladinha que só me apetecia alguma coisa a ferver. E deu um jeitão ter feito, e congelado, a tal sopa no fim-de-semana, em quantidades cavalares, que é como quem diz para durar a semana toda. E foi mesmo o melhor que fiz, isso e os muffins de cereais que, com um iogurte ou um chá, me acompanham para lanches leves a meio da manhã ou tarde.
Organizar, poupar (tempo e dinheiro) e planear são, cada vez mais, palavras de ordem na minha vida.

Hoje

Estive mesmo para dar a minha primeira falta no curso. Mas não dei. Por mais que este meu coração tenha passado o dia todo em sobressalto e em ânsias para chegar a casa e cuidar do meu Amor pequenino, o dever teve de falar mais alto. Bom, mais alto não, pois sabia que ele estava bem entregue, bem cuidado, muito mimado (às vezes «estragado», pelos avós...).
Eu é que tenho esta mania que cuido melhor do Martim do que qualquer outra pessoa e que só eu é que sei e que só eu é que faço bem. Também nisso esta mudança trouxe coisas boas, ajudou-me a descentrar, a confiar mais, a perceber que está tudo bem, que posso ir trabalhar e estudar descansada que o Martim continua feliz e tranquilo.
E depois existe a recompensa, um sorriso enorme de felicidade, um longo abraço cheio de saudades, pulinhos de alegria por estarmos juntos outra vez e o meu coração no devido lugar.

Ah, claro

E com estes senhores como companhia desde cedinho, cedinho. Muito bom.

Para levar



Sem tempo para mais e uma dor de cabeça do tamanho destas montanhas, muni-me de muito (e bem forte) café, cereais on the go [em muffin integral, que fiz em grande quantidade e congelei] e uma maçã. Eu, que adoro tomar o pequeno-almoço com toda a calma, preparar com primor as minhas torradas, saborear o meu actimel e ter tempo para isto tudo, hoje vi-me obrigada a agarrar na caneca térmica e no que tinha mais à mão.
Não fiquei mal 'pequeno-almoçada', mas já aqui tenho um pequeno rato a dar horas. Segue-se uma boa chávena de chá verde, mais uma maçã e uma bolacha (daquelas tamanho XL) de arroz tufado.

Maravilhas da maternidade

Sou desde esta madrugada a feliz contemplada com uma nova posição para dormir: sentada. O meu filho não conseguia dormir de outra forma e ali ficámos os dois até perto das seis da manhã, quando finalmente o consegui pôr a dormir em posição "normal" e fiquei fresquinha que nem uma alface, sem pregar olho, prontinha para mais um dia de labuta. Nada que não se consiga atenuar com um, ou muitos, cafés bem fortes e um bom pequeno almoço.
A partir das duas da manhã a bela da tosse, o nariz entupido até ao tutano, a dificuldade em respirar e uma malvada febre venceram o meu pequenino e nem os habitualmente milagrosos Pulmex Baby, Neo-sinefrina, o amigo Ben para a febre e as massagens aprendidas por esta mãe para alívio das dores, fizeram efeito.
Maneiras que tivemos uma noite em grande. E como não pode ir à escolinha doente, tive de o deixar entregue aos cuidados do avô. Está tão queixoso e choroso que estou mesmo a ver a única forma de o meu pai o conseguir entreter: ter sempre por perto esta amiga Xana e este amigo Vasco. Nunca nos falham. São grandes compinchas à prova de birra.

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

A difícil tarefa de ser Pai



A família, a morte, o amor e o perdão. As competências parentais e tudo o que damos como garantido e não é.
Para quem, como eu, gostou de "Sideways", este é mais um dos filmes que vale a pena ver. Se estiverem dispostos a fazer um (ou vários) exercício de empatia*.

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empatia
nome feminino | faculdade de compreender | capacidade de se identificar com outra pessoa; entendimento | identificação emocional com o eu de outro | inteligência emocional

E nisto também

Há tanta coisa boa escondida atrás de uma aparência de “cliché”.
Nunca na vida gostei tanto do senso comum. Provavelmente porque na juventude tudo o que nos querem ensinar nos parece uma verborreia chata e apostamos em virar o mundo do avesso. Mas eis que crescemos, experimentamos, vivemos e começamos a descobrir por nós mesmos aquilo que tantos nos disseram antes…
Este discurso está cheio de coisas verdadeiras e fantásticas. E vem de quem vem!.. (Isso é que tem sido um crescimento, o da Jane Fonda…)
A mim, pessoalmente, interessa-me muitíssimo. [...]
Vale a pena ver este vídeo e ler este blog. Recomendo ambos, vivamente.

Para isto eu voto

E que orgulho devem sentir os pais destes rapazes. Para mim já são vencedores, pela ideia, pela iniciativa e por já terem chegado tão longe. De verdade, miúdos. Parabéns!
Fica o link.
Eu torço para que consigam realizar o vosso sonho e para que possamos aplaudir uma experiência portuguesa no espaço. Boa sorte!

Ai, de molho

De molho o caracinhas! Porque esta que vos escreve não pode sequer pensar em ficar doente, quanto mais alapada em casa. Era bonito agora, era era.
Maneiras que aqui vou eu,  aller à l' école, que é como quem diz a ver se aprendo isto num instante e me piro daqui. Ah oui, e rápido.

Em dose dupla



As temperaturas voltaram a baixar e já cá mora a primeira constipação helvética. E como este país é generoso, toma lá uma gripalhada em dose dupla, uma para mim e outra para o Martim. Esta manhã/madrugada, antes de sair de casa, já lhe fiz vapores para começar a atacar a bichesa logo de início. E até andamos bem protegidos e equipados contra o frio siberiano, mas mesmo assim estas bactérias manhosas encontraram uma brecha e atacaram. Não é de espantar, está mesmo muito muito frio e basta uma diferença de temperatura mal 'agasalhada' para a coisa se dar. E deu-se. E tenho para mim que foi no sábado, quando saimos para jantar. Na rua -9º e em casa da minha irmã 27º (sendo que o normal, dentro das casas, são 22/23º). Quando entramos na casa da minha irmã parece que chegámos ao Brasil em pleno verão. Um bafo, um calor que não se aguenta. E depois dá nisto: ficamos de molho.
[via]

As manhãs de agora



Aqueles minutos de absoluto silêncio, a casa só para mim, o meu pequeno-almoço, as minhas notas e os meus afazeres antes de acordar o Martim.
Ando a preparar muitas vezes aveia com mirtilos, um chá bem quente e leite. Começo a gostar mais deste começo de dia, sinto mais energia, menos fome durante mais tempo e uma leveza que não consigo descrever. Continuo a gostar muito das minhas torradas com queijo e compota, mas a verdade é que desde que aqui estou sinto mais vontade desta aveia biológica, que misturo com frutas, quase sempre mirtilos, ameixa ou banana.
A mais simples receita para a melhor aveia? Esta:
 -  2 colheres de sopa de aveia (eu gosto mais da biológica)
 -  1 dl de água
 - uma pitada de sal
E é só levar a água, com o sal e a aveia ao lume, deixar ferver por 5 minutos, mexendo sempre muito bem. Há dias em que acrescento, no fim da cozedura, duas colheres de sobremesa de leite. Fica mais cremosa.
Depois coloco numa tigela, acrescento a fruta cortada e delicio-me com este belo pequeno-almoço, acompanhado de uma boa chávena de chá.
[via]

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Enquanto houver

É tudo tão diferente daquele tempo. As conversas, os tempos, as agendas, os planos, as datas, os silêncios, os dias. É o momento que vivemos, o que ditam as circunstâncias e o que nos exige a vida. Muito mais focados no dia-a-dia de cada um, no que podemos fazer para minorar as mossas que a saudade vai deixando, 100% focados no Martim e no melhor que lhe queremos dar, focados em nós e em tudo aquilo que vamos definindo como melhor para todos, mais devagar, com ponderação e segurança.
Mas dei por mim a pensar que há coisas que não mudaram desde aquele tempo. E ainda bem. O skype de sempre continua aqui para nós, agora partilhado a quatro, as longas conversas mantém-se, as muitas sms, o primeiro telefonema do dia, ainda de madrugada, o último da noite, as músicas, as fotos, os e-mails, as cartas, a minha alegria que continua segura, em tanto graças a ti, a constância do que sentimos e a autenticidade que persiste sem esforço.
Pode ser duro, é duro, mas nós continuamos a ser mais fortes que todas as tempestades. E enquanto houver estrada para andar...

Domingo, 22 de Janeiro de 2012

&

[►]

As minhas receitas


A mais simples tarte de todas, para quem adora côco.

4 ovos
100g açucar
100g côco
1 colher margarina
1 embalagem massa folhada

Forrar uma tarteira (previamente untada) com a massa folhada. Misturar todos os ingredientes e bater por cinco minutos. Verter sobre a massa e levar ao forno, já aquecido a 180º, por 15 minutos.

O mercado

Posso estar sugestionada pelas imensas saudades que tenho de casa, pode ser a nostalgia por estar longe de tudo, da minha zona de conforto, de uma boa parte de mim, mas a verdade é que fiquei com a sensação que este mercado biológico está anos luz do mercado do Príncipe Real. Tem muitas coisas boas, a apresentação é irrepreensível (não fossem estes senhores mestres na arte da organização/apresentação), a qualidade inquestionável, mas ainda assim gosto mais do "meu" mercado em Lisboa.
Valeu a pena pela quantidade, quase infinita, de misturas de ervas para chá que me prendeu por uma boa meia hora. Ao lanche a casa ficou com um cheirinho delicioso a chá e tarte de côco.
E o Martim fez um novo amigo: um esquilinho, tão fofinho e amigável que estava com a senhora que vendia as ervas, que nos deixava dar festas e que fazia as delícias da freguesia. Adorável.

Aproveitar a luz das manhãs




Visitar o mercado biológico que só vai estar por aqui hoje, até final da manhã. Conhecer tudo o que de muito saudável é produzido em solo helvético. Procurar novos chás, legumes para as minhas sopas, espargos para saltear e acompanhar os grelhados, frutas e mel.
Deixar o Martim fazer as suas conquistas matinais, andar atrás dos corvos na praça, mostrar curiosidade com a neve, comer uma torrada a meias comigo e ainda dar um saltinho à patinagem, onde estarão os primos a brincar.
Mais logo espera-me uma boa noite de trabalho, com muitas coisas ainda por terminar. Por isso quero aproveitar ao máximo este dia e cada minuto da alegria do meu cada-vez-mais-engraçado bebé.
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Sábado, 21 de Janeiro de 2012

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